APRESENTAÇÂO:

  • Esse blog tem como objetivo a discussão acadêmica do fenômeno turismo em escala mundial, sobretudo utilizando os trabalhos sobre o mesmo assunto desenvolvidos por outras turmas na disciplina Geografia do Espaço Turístico II, ministrada pelo professor Helio de Araujo Evangelista, além de discutir os rumos e segmentações do mercado mundial.

  • terça-feira, novembro 29, 2005

     


    FMT e o desenvolvimento social
    Integrando comunidades locais

    Certificação em “fair trade” –África do Sul
    Com o fim do regime de Apathied na África do Sul começou a se tornar possível o desenvolvimento da atividade turística. Isso ocorreu, mas o abismo social deixado até agora demanda que as atividades turísticas colaborem com uma integração, promovendo o desenvolvimento social e econômico nas comunidades, em geral paupérrimas formadas exclusivamente pelos negros. Um projeto de certificação pretende difundir a idéia do turismo sustentável no pa´s e implanta-las nos projetos de marketing. Consiste em um selo que identifica o produto turístico como um “FAIR TRADE” (negócio justo), e estabelece conexões das empresas do setor com a economia local. Ela procura atender a demanda do maior número de partes, as pequenas empresas, moradores locais e turistas.Desenvolve qualificação profissional tem projeto relacionados também a preservação ambiental.

    Para usar essa marca é necessário contribuir com a manutenção do programa, de uma forma que as atividades com maior lucro pagam mais e as de menor lucro pagam simbolicamente.Ainda não estabeleceram relações fora do país, particularmente não conheço algum aspectro negativo do programa, pois este foi me apresentado pela representante da FAIR TRADE IN TOURISM S.A

    DEEM UMA OLHADA NO SITE QUE VALE A PENA
    http://www.pptpilot.org.za/


    POR LEONARDO CAMPOS P. DE SANTANA

    sexta-feira, novembro 25, 2005

     

    Cronicas da realidade.

    Quinta Feira, meio-dia e quarenta e cinco. Estava eu terminando de organizar esse blog que vos escrevo.
    1 hora. Parti para mais uma de minhas costumeiras remadas de kayak na Baía de
    Guanabara, defronte a meu lar. Ao entrar na água tudo parecia normal. Ainda não sabia o que estava para acontecer. O mar estava perfeito para essa prática: liso e claro (acreditem).
    Começando a remada, estranhamente, decidir mudar meu itinerário. Usualmente remo até a praia do Morcego ou até a praia do Adão e Eva, que na verdade são duas praias, mas não sei se a que vou se chama Adão ou Eva. Contudo, nesse surpreendente dia, resolvi ir até o campus da UFF, no Gragoatá.
    No caminho pude ver duas tartarugas cabeçudas e uma estranha - mas linda - ave. Nunca a avistara antes. Estava sob as pedras, em frente ao Forte do Gragoatá, me olhando continuadamente. Parecia com uma garça, mas suas pernas eram muito maiores e seu tamanho também, fiquei admirado com sua beleza. Talvez esse diferente pássaro fosse um sinal de que algo estranho iria acontecer.
    Ok. Cheguei até a UFF e dei início ao trajeto de volta, pensando em dar uma esticada até a praia do Morcego. Quando estava em frente à Av. Litorânea, a uns duzentos metros da ilha da Boa Viagem, avistei uma espécie de bola preta que logo me chamou a atenção. Fui observando-a e remando ao mesmo tempo. Para meu espanto, quanto mais me aproximava do desconhecido objeto, mais ele se parecia com uma cabeça boiando com seu corpo afundado dentro d’água. Aproximei-me e confirmei que era realmente um corpo humano morto, grosseiramente chamado de defunto.
    Fiquei assustado, sem reação. O corpo era de um homem, moreno, branco e que aparentava ter uns 30 anos, estava com um cordão no pescoço e parecia estar em início de decomposição (vi em suas costas uma grande mancha branca). Além do mais, ainda não boiava totalmente, sua cabeça boiava com o rosto e o corpo submerso, indicando que não estava dentro d’água há muito tempo. Não quis, em momento algum, encostar nele.
    Passado o pânico inicial, tive que pensar o que fazer. Avistei um barco se aproximando de mim e pensei em para-lo para que ele passasse um rádio para alguma autoridade competente. Todavia, reconheci o barco. Sabia que aquele barco fazia um tour pela Baía com turistas estrangeiros. Ora, como estudante de turismo não poderia parar esse barco, pois sei do impacto de um imprevisto como esse na mente de um turista. Já os imaginei chegando aos seu lares dizendo: - Tive no Rio de Janeiro e em um tour pela Baía de Guanabara pude ver um defunto, que horror, nunca mais retorno.
    Rapidamente, tomei a decisão de não parar esse barco. Passei bem perto dele, fingindo que nada tinha acontecido. Lá dentro, uns gringos felizes da vida acenavam para mim e tiravam fotografias. Mal sabiam eles de que havia um defunto por perto. Ao menos fiquei feliz por eles estarem se divertindo em nosso lindo Estado.
    Quando esse barco passou, imediatamente fui ao quiosque mais próximo (o primeiro da Av. Litorânea, sentido Centro). Cheguei o mais próximo possível e assoviei para que alguém viesse falar comigo. Deu certo. Apareceu um rapaz loiro - possivelmente funcionário ou dono do quiosque – e o avisei sobre o defunto que estava boiando. Pedi para que ligasse para polícia e o orientei a dizer para os policiais localizarem o corpo pelo kayak, pois iria voltar para o fundo e re-encontrar o corpo. E fiz isso.
    Quando reencontrei o corpo acenei para o quiosque. O corpo estava sendo levado pela maré para mais longe e eu ia junto. Ficava a uns 5 metros de distância dele. O tempo foi passando e nenhum sinal de ajuda ou resgate. Ao contrário, não vi nenhuma viatura policial pelo quiosque e nenhum sinal de resgate aéreo ou marítimo. Fiquei em vão acenando para o referido quiosque.
    E o tempo foi passando: 20 minutos, 30 minutos, 40 minutos – não estava de relógio, então não posso precisar o tempo corretamente. Já estava cansado de ficar esperando sentado no kayak, minhas costas começava a doer.
    Cansei de esperar. Resolvi fazer sinal para os catamarãs da travessia Charitas-Rio para que parassem; vissem o corpo e passassem um rádio. O primeiro catamarã passou, seguiu adiante. O segundo catamarã também. Acredito que eles me viram, mas eu era insignificante o suficiente para que nada fizessem. A sociedade capitalista não podia parar. Como uma maquina iria parar carregando poucas centenas de passageiros – indo ou voltando do trabalho - por causa de um insignificante ser, pedindo ajuda no meio do mar. Nem pensar, o tempo e o estresse das pessoas não permitiria isso. Alias, quando a segunda embarcação passou, além dos sinais, emiti um grito de desespero: - Porra, tem um defunto aqui. Mais uma vez em vão, mas que sujeito burro eu, até parece que alguém ia escutar alguma coisa com todos os vidros fechados e o alto barulho do motor.
    Já não sabia mais o que fazer. Porém, ainda tinha esperança de que viria alguma autoridade competente, chamada pelo funcionário do quiosque. Gostaria muito de que o corpo fosse resgatado, pondo um fim ao drama de alguma família. O tempo passava, minhas costas doíam e... nada. Até que 15 minutos depois do meu grito de desespero observei um veleiro e acenei para ele, sua proa virou-se em minha direção. Pensei: - Pronto, acabou meu martírio.
    No veleiro estavam duas pessoas, avisei a elas sobre o corpo e pedi para que passassem um rádio para a Capitania dos Portos ou alguma coisa parecida. Perguntei a eles se estavam vendo o defunto e eles disseram que sim. Então sai um pouco de perto do veleiro, já certificado que o resgate chegaria. Todavia, segundos depois, uma das pessoas do veleiro mandou eu me aproximar do barco. Aproximei-me e ele falou: - Pô irmão, não leva a mal, mas eu não vou passar o radio. Se eu fizer isso vou ter que esperar o resgate chegar, ficar como testemunha, talvez tenha até que ir a delegacia. Tenho um compromisso, se fosse alguém vivo precisando de ajuda, eu não ia negar socorro. Mas não há nada que eu possa fazer, já está morto. Deixa que vai parar em alguma praia.
    Fiquei perplexo com essa atitude, mas aceitei-a, fazendo sinal de positivo. Afinal, eu não poderia obriga-lo a passar o rádio e cada um faz o que acha que é certo: ele pensava diferente de mim. Todavia, deu vontade de retrucar antes que esse homem partisse com o barco: - Você não vai parar porque não tem ninguém desaparecido na sua família. Mas não falei. Ele deu a partida no motor e rumou em direção ao Rio. Provavelmente, o barco não era dele e ele tinha que prosseguir seu trabalho - que deveria ser levar o barco do patrão para algum canto. Como ele ia explicar ao patrão o atraso, por que estava parado na Baía esperando um defunto ser resgatado? Nunca. Jamais.
    Todas essa insensibilidade humana me assustou. Primeiro os catamarãs, agora esses tripulantes. Como já disse, o trabalho não nos permite parar; viva a máquina incessante, abaixo a solidariedade humana. Triste diagnóstico.
    Pronto. Continuava eu sozinho, sentado no kayak, com minhas costas doendo. Apesar dos pesares, queria um final feliz para o episódio, então não desisti de chamar algum barco para que chamasse o resgate. Em tempo, já tinha perdido as esperanças de uma ajuda oriunda do telefonema (?) do quiosqueiro.
    Estava inconformado com nós humanos, que, aos poucos, fomos perdendo a nossa sensibilidade e espírito em nome do trabalho e do consumo.
    Desolado, ainda aguardava alguma coisa há uns poucos metros do corpo, já não agüentava mais olhar para ele. De repente, vi – pasmem – um animal emergindo a poucas dezenas de metros. Em seguida outro. Confirmei: eram botos-cinzas, que estão se (re)desenvolvendo na Baía de Guanabara. Há uns dois meses atrás tentei avistar esses animais de kayak, pois tinha lido uma reportagem no GLOBO falando de sua população na Baía – cerca de 100 indivíduos, segundo o Projeto Maqua da UERJ. Na ocasião, fique bem perto da entrada da Baía, mas não vi nada. Nem sequer sinal de botos.
    E pensar que naquela hora, num momento completamente inesperado (ao lado de um defunto), eu iria ter meu encontro com essas doces criaturas. Apaixonado pela Biologia como sou, depois de ver esses dois animais, me afastei do corpo, remando na direção dos botos. Remei um pouco, parei e fiquei observando novas aparições. Repentinamente, começaram a aparecer vários botos, então tentei conta-los. Impossível. Vários indivíduos apareciam por todos os lados: sozinhos, em dupla ou em grupo. Vi botos menores, provavelmente filhotes. Acredito que estavam caçando devido a agitação de peixes menores na superfície.
    Foi um espetáculo, momentos mágicos que me fizeram esquecer por hora o corpo boiando. Fui atrás deles. Parecia uma criança, dando gritos de alegria. Os botos não saiam muito d’água, apenas alguns mais viris e exibidos davam pequenos saltos. Pude ver bem de perto um grupo de seis nadando no mesmo ritmo. O barulho de sua respiração é incrível, um sopro muito sutil. Fiquei cerca de vinte minutos próximo a eles. Paralelamente, vi um barco, possivelmente de turismo, passando. Tentei fazer sinal para que os gringos pudessem compartilhar comigo esse encanto. Imaginei a cara deles ao verem golfinhos (botos) em plena Baía de Guanabara, iriam ter lembranças (positivas) inesquecíveis desse passeio de barco – ao contrario das lembranças nojentas que levariam se vissem um defunto. Depois de uns vinte minutos próximo aos animais, decidi ir embora, pois eles estavam indo mais para o meio da Baía. Dei adeus a meus amigos e parti, decidido a re-e-encontrar o corpo.
    Remei em direção a minha casa, ainda procurando o corpo. Apoiava-me no kayak para ver se conseguia avista-lo mais do alto. Em vão. Demorei mais um tempo procurando. Mas, para o bem ou para o mal, não encontrei o corpo.
    Guardei o kayak na garagem e voltei para minha residência. Disquei 193 e contei o que se passou comigo a um bombeiro, ele anotou meu telefone e falou que ligaria para mim em instantes. Foi o que aconteceu, um outro bombeiro falava comigo e perguntou o que achava de ele mandar uma equipe para checar. Eu respondi: - Não sou eu que tenho que saber se você deve ou não mandar a equipe. São vinte para as quatro, devo ter saído próximo do corpo umas duas e meia. O que sei é que ele ainda está boiando em algum lugar. O bombeiro respondeu: - Ta tranqüilo. Detalhe: não contei a ele sobre os botos, pois ele não acreditaria em mim, colocando em xeque minha emergência.
    Mas o que mudou em mim? Repentinamente deixei de me preocupar com o corpo a ponto de abandona-lo? Definitivamente NÃO. O que aconteceu foi que em quanto eu tava no auge da minha irritação com as atitudes humanas; preocupado com o corpo e com nosso futuro, Deus me mostrou todo o seu esplendor através dessas criaturas divinas, que apesar dos pesares, insistem em habitar a poluída Baía, grande exemplo da nossa falta de sensibilidade. Se até a Baía resiste com sua diversa natureza, nós humanos também podemos resistir a insensibilidade. Nosso futuro está nas crianças – e nos filhotes. Precisamos respeitar o meio ambiente.
    Obs:
    1- Hoje, sexta feira, há rumores de que um corpo foi encontrado de manha na praia da Boa Viagem; qualquer semelhança não é mera coincidência.
    2- Ontem, ao me afastar dos botos, fiz uma prece por nós humanos, pela natureza e para que o corpo fosse encontrado logo. Ponto positivo, a priori Deus atendeu minhas preces.

    quinta-feira, novembro 24, 2005

     

    Indonésia: diversidade de um paraíso tropical.

    Seja bem vindo a um lugar onde a beleza não tem limites. Desembarque agora em uma terra de danças exóticas, de mistura de etnias. São tantos os cultos, crenças, como numerosos são os sorrisos que dão boas vindas a cada visitante (a hospitalidade é marcante no povo indonésio).
    O nome do arquipélago é Indonésia, seu sobrenome é magia. Aqui, é impossível dizer que um dia é igual ao outro. A chegada já é um convite a imagens deslumbrantes: são praias, montanhas e cachoeiras. Cenários que deixam qualquer um apaixonado antes mesmo de colocar os pés em terra firme.
    Assim é a Indonésia, um gigantesco arquipélago com mais de dezoito mil ilhas que desafiam qualquer turista. É necessária muita energia e disposição para desbravar esse recanto ecológico, onde passa a linha imaginária do Equador. Alias, o lugar desafia a imaginação. Pode parecer mentira, mas a Indonésia talvez seja a representação simbólica do sonho. Com águas divinamente verdes/azuis, clima tropical, fauna e flora exuberante e povo receptivo, o clima é de encanto. Encanto que compõe o sonho humano do paraíso, transcendendo a matéria e estimulando o espírito.

    A diversidade da Indonésia impressiona. As ilhas são cobertas por densas florestas tropicais e muitas são caracterizadas pelas altas montanhas no interior e planícies que desembocam no litoral coberto por palmeiras. O terreno apresenta variações que vão desde as montanhas cobertas de neve de Irian Jaya (nome de uma das ilhas) e planícies. Rios, cachoeiras e praias (muita praia) fazem a alegria do visitante.
    O país agrada a diferentes perfis de turistas. Os mais acomodados devem ficar nas ilhas de Java ou Bali, que juntas concentram mais de 60% da população e boa parte da infra-estrutura turística da nação. Para os mais aventurados, recomenda-se a exótica e desabitada ilha de Irian Jaya, que segundo o governo local, tem cerca de 4 habitantes por km quadrado. Há infindáveis atrativos turísticos. O turismo de sol e praia, de aventura, o cientifico, o ecológico e o cultural coexistem e são interdependentes.
    O turismo de sol e praia é o mais praticado e está em todo lugar – assim como o Sol e as diversas praias. Além disso, as ilhas indonésias atraem um nicho de mercado crescente e especial, milhares de turistas-surfistas visitam o arquipélago para desfrutar de suas ondas perfeitas com águas quentes. O desenvolvimento do surfe mundialmente incrementou ainda mais o turismo na região. Em alguns lugares, barcos ou iates (de acordo com a conta bancária) são alugados e fazem expedições pelas ilhas e ilhotas atrás da onda perfeita que, com certeza, estará quebrando em algum fundo de coral, de areia ou de pedra,

    O turismo de aventura é relativamente recente, mas está se desenvolvendo a passos largos. Nos rios é possível praticar rafting; nas montanhas rapel e alpinismo; no mar, canoagem, pesca e surfe; no ar, queda livre e sky-surf são algumas opções. É vital para o turista que procura esse tipo de turismo verificar se a empresa que oferece essas aventuras é certificada pelo governo e conta com instrutores e equipamentos de segurança. Não deixe seu sonho de viagem transformar-se em um pesadelo.
    O turismo científico também merece destaque. Com fauna/flora e características geográficas peculiares, o local atrai pesquisadores do mundo todo, interessados em diversos temas. Desde estudiosos de bromélias a geólogos interessados em estudar placas tectônicas. No território indonésio se encontram quatro dessas placas, fazendo com que a região fique vulnerável a abalos sísmicos e, por conseguinte, a catástrofes naturais, como a estrondosa Tsunami de 2004, que devastou parte do país, abalando toda a infra-estrutura turística local. Atualmente, o governo ainda sente o reflexo das ondas gigantes, pois milhares de turistas procuraram outros destinos tropicais com medo de uma nova catástrofe. Todavia, o
    setor turístico apresenta claros sinais de recuperação.
    A natureza divina da Indonésia é o local perfeito para se fazer ecoturismo. É notória a vocação das ilhas para essa prática. O difícil é o ecoturista escolher entre as opções existentes, que também são muitas. Um passeio imperdível é conhecer as cachoeiras de Bali, de onde se avista o mar e inúmeras ilhas. Um segmento que vem ganhando espaço é a observação de fauna e flora. Com apoio especializado, o turista pode ver de perto o “quase dinossauro” dragão de komodo, o maior lagarto do mundo, encontrado na ilha que lhe empresta o nome. Outro programa imperdível é a observação de tigres no lombo de elefantes. A bordo dessas pesadas criaturas, o turista observa tigres em liberdade, desenvolvendo sua consciência ambiental. Ademais, existem subespécies de tigres só encontradas na Indonésia, como o tigre de sumatra e o tigre de java, todos esses correndo sério risco de extinção - em tempo, o tigre de bali já foi extinto. Hoje em dia, a caça a esse majestoso felino está proibida, mas a perda de seu habitat ainda é uma grave ameaça. Assim sendo, o ecoturismo é uma forma de gerar renda para a população local e preservar a natureza, evitando a extinção de diversos animais – como o próprio tigre e milhares de outras espécies indonésias. Porém, como já foi citado no blog, para termos um ecoturismo realmente sustentável é necessário co
    nhecimento e planejamento.
    Por fim, o turismo cultural se faz presente. Com diversas etnias e crenças, a Indonésia é um caldeirão de diversas culturas, manifestadas na gastronomia, danças, hábitos e artesanatos locais. Existem diversos templos espalhados pelo país e a religião predominante é o islamismo, porém, as características físico-geográficas favorecem a diversidade cultural. Em ilhas remotas há grupos de indivíduos que aparentam ter parado no tempo, vivendo da caça, coleta e agricultura rudimentar. Entretanto, sabem como ninguém como é estar realmente harmonizado com a natureza, respeitando seus limites.
    Portanto, a Indonésia é mágica e diversa, com atrativos turísticos variados prontos para agradar a todos. É importante ressaltar que os diferentes tipos de turismo coexistem e estão interligados, propiciando mágicas aventuras nesse deslumbrante “território-ilha”. Infelizmente, nem tudo são flores: o arquipélago sofre com constantes (e graves) ameaças. O homem está destruindo mais esse paraíso, destruindo florestas naturais para construir selvas de pedra. Seria muito melhor poder afirmar que o maior problema da região é o risco de catástrofes naturais, mas não é. O homem prejudica muito mais o meio-ambiente, em perigosas doses homeopáticas. No entanto, se bem planejado, a atividade turística pode (e deve) ser um instrumento de preservação da natureza e geração de riqueza para o povo indonésio, desenvolvendo a economia nacional. Assim, ainda resta esperança para as milhares de espécies ameaçadas de extinção (do esquisito orangotango ao majestoso tigre). Contudo, não basta esperança, é preciso atitude.

    Por Leandro.




    quarta-feira, novembro 23, 2005

     

    Arquipelo de Galapagos – Equador: o paraíso equatoriano.


    Tente imaginar o paraíso, com certeza ele é parecido com as Ilhas Galapagos, Equador. Com suas treze grandes ilhas, seis menores e 42 ilhotas, o local é o destino turístico mais procurado do Equador e oferece diversos atrativos aos visitantes. Distante à cerca de 1000 km da costa, o local foi escolhido pelo cientista inglês Charles Darwin para desenvolver sua teoria da evolução das espécies que revolucionou os estudos biológicos e negou a Origem Divina dos seres. A distancia do continente e as diversas ilhas fazem do arquipélago um lugar único no mundo com espécies de animais endêmicas – só encontradas ali - como a iguana marinha e a tartaruga gigante de Galapagos, o símbolo maior das ilhas.

    Das diversas ilhas apenas 5 são habitadas, as demais são protegidas. A infra-estrutura turística é boa. Das ilhas habitadas partem expedições para as outras, com diversas finalidades: para mergulho, pesquisa, apreciação de fauna, etc...

    O arquipélago foi declarado Parque Nacional em 1959 e oferece inúmeras opções aos visitantes, já que Galapagos é um dos paraísos perdidos ainda existentes no globo terrestre. Local perfeito para entrar em harmonia com a natureza e refletir sobre nossas origens: terá algum ser superior que “forjou” a natureza (a nossa inclusive) ou todos os seres foram evoluindo de um ancestral comum, adaptando-se ao meio e diversificando-se?

    Filosofia à parte voltemos ao Turismo. Entre as opções destacam se: o turismo-científico e o ecoturismo. Além do antigo e ótimo “turismo de sol e praia”. Sim, o sol também é uma das atrações da ilha, presente o ano inteiro.

    O turismo-científico atrai pesquisadores do mundo inteiro, querendo simplesmente conhecer o local onde a teoria de Darwin foi elaborada ou – para os mais audaciosos – pesquisar e talvez questionar o que Darwin disse. Porque conhecendo toda a magnitude da natureza local, é difícil duvidar da presença de Deus, que se mostra presente em cada tartaruga gigante, a cada por do sol e em cada ave que corta o horizonte.

    Outra atração das ilhas é conhecer a Estação Internacional Charles Darwin, criada em 1964 para proteção do Arquipélago de Galapagos, que, infelizmente, não deixou de sofrer agressões do homem. Em 2001, o petroleiro Jéssica encalhou defronte a uma das ilhas e derramou 650 mil litros de óleo, deixando o singular ecossistema à beira do colapso. Segundo especialistas, as correntes marinhas evitaram uma catástrofe maior, entretanto, ainda não se sabe os efeitos em longo prazo do acidente.

    O ecoturismo (que o Word está acusando como palavra errada, mas vou usa-lo mesmo assim, porque o eco não pode ser separado do turismo, hão de estar associados) é uma das apostas para um desenvolvimento sustentável do Arquipélago. A maneira de preservar a natureza e, ao mesmo tempo, gerar recursos para os 15 mil habitantes do local. No entanto, deve-se ter todo cuidado, pois sabemos que para ter um ecoturismo sustentável, é preciso muito conhecimento e planejamento.

    A vocação do arquipélago para o ecoturismo é evidente: enorme diversidade de fauna e flora – inclusive espécies só encontradas ali – sol, geografia e relevo propícios. Nas ilhas estão situados diversos vulcões e em algum deles é possível fazer visitas. Se você estiver nadando é se deparar com um lagarto enorme, não se assuste, são iguanas-marinhas. Estudadas por Darwin, elas migram entre as ilhas nadando, evidenciando a adaptação das espécies ao meio em que vivem. Também é possível programar passeios de barco, seja para mergulho, observação de baleias ou observação de fauna e flora em geral: todos são imperdíveis. Além disso, todo turista que vai a Galapagos conhece seu símbolo, a tartaruga gigante, é regra. Então, se você for, não seja a exceção que confirma a regra, pois estar ao lado de uma delas vai ficar guardado em sua memória para o resto da vida. Ah, não se esqueça da câmera, do repelente, e do protetor solar.

    Enfim, Galapagos é um paraíso da humanidade e, indubitavelmente, vale a visita. Mas se você for, esteja consciente da sua obrigação para com seu ecossistema singular. Esse patrimônio natural da humanidade não pode ser destruído e deveria ser exemplo para o mundo do turismo sustentável. Afinal, foi nele que Charles Darwin com sua teoria ratificou os anseios renascentistas e permitiu um enorme progresso técnico-científico. Então, não podemos deixar que esse mesmo “progresso” seja o algoz de Galapagos. Quem sabe, os milhares de litros de óleo derramados no arquipélago, não foram desviados por correntes marinhas divinas, que evitaram uma catástrofe maior.....filosofia à parte.

    por Leandro


    quinta-feira, novembro 03, 2005

     
    Texto sobre o 2º Fórum Mundial de Turismo (FMT).


    Nos dias 24 a 27 de outubro passado aconteceu o segundo Fórum Mundial de Turismo (FMT) para a Paz e Desenvolvimento Sustentável, no Forte de Copacabana, Rio de Janeiro. O evento, realizado anualmente, tem como principal objetivo apresentar casos de sucesso em desenvolvimento sustentável e promoção da paz através do turismo. A edição de 2006 já foi confirmada para Porto Alegre – RS, encerrando o ciclo de três encontros do FMT no Brasil – o primeiro realizado em Salvador (BA) e o segundo no Rio de Janeiro (RJ).

    Segundo os organizadores o evento foi um sucesso absoluto, pois agregou em um só lugar, diferentes setores atuantes na “industria” turística, como estudantes, jornalistas, empresários e políticos. Todavia, alguns participantes ficaram insatisfeitos com o sistema de credenciamento, que mesmo na terça-feira estava com filas.
    O local do Fórum foi u
    m atrativo a parte: o Forte de Copacabana, com toda sua história e deslumbrante vista para a praia mais famosa do Brasil e talvez do mundo, a de Copacabana. Além dessas peculiaridades, o espaço era amplo, bem localizado e com estacionamento próprio. Ademais, por ser uma área militar, contou com toda segurança, infra-estrutura e apoio do exercito. Essa amálgama de aspectos positivos, indubitavelmente, contribuiu para o sucesso do Fórum.

    A programação das palestras estava bastante diversificada e com profissionais de renome no setor. Eram realizadas até onze palestras simultaneamente, o que garantia a diversidade dos temas abordados. Dentre os palestrantes, havia muitos estrangeiros, mas os brasileiros eram maioria. Destaque para o Ministro do Turismo, Walfredo Mares Guia; o presidente do Comitê Olímpico Brasileiro (COB), Carlos Artur Nuzman; além de outros importantes nomes do turismo, como o Ministro do Turismo chileno e um dos organizadores das Olimpíadas de Sydney-2000. Como muitos palestrantes falavam outros idiomas, a organização ofereceu o serviço e os aparelhos de tradução em diversas línguas.

    Para completar, o evento começou na segunda-feira e, calculadamente, terminou na quarta, pois na quinta começaria no Rio Centro a Feira das Américas, organizada pela Associação Brasileira das Agencias de Viagens (ABAV), importante evento do mercado turístico. Dessa maneira, o participante do FMT tinha acesso garantido a esse último evento, pois a credencial do Fórum também servia de ingresso para a feira da ABAV.

    Enfim, o Fórum Mundial de Turismo teve êxito absoluto, pois além de destacar a importância da sustentabilidade e da paz para o turismo, consolidou a cidade do Rio de Janeiro como o principal pólo turístico do país, visto que atraiu a mídia mundial e incrementou o turismo de negócios na cidade. Isso tudo só foi possível porque, o evento foi, minuciosamente planejado e organizado, duas palavras-chave para seu êxito.

    por Leandro


    quinta-feira, outubro 13, 2005

     

    Jeffreys Bay

    Jeffreys Bay - clique nas fotos para amplia-las
    Essa magnífica cidade sul-africana é o sonho de viagem para muitos turistas, sobretudo para os que buscam uma boa dose de adrenalina. Nela se encontra uma das ondas mais famosas do mundo: a direita do Supertubes; extensa, rápida, manobrável e tubular. Todavia, o surfe não é o único atrativo turístico da cidade, onde existem inúmeras e radicais opções.


    A cidade conta com uma boa infra-estrutura turística: hotéis para todos os gostos; variadas opções de alimentação; segurança e boa sinalização. Porém, a rede de transportes públicos deixa a desejar. É recomendável alugar um carro 4x4. Assim, o turista pode se deslocar mais rápido, conhecendo as diversas opções de lazer na cidade.



    O surfe é praticado por muitos moradores e atrai anualmente milhares de turistas-surfistas que desejam usufruir o astral mágico dessa cidade bonita por natureza. Existem diversas praias exuberantes e, na maioria delas, é possível pegar altas ondas. O que difere uma das outras é o tamanho/qualidade das ondas e o “crownd” no “line-up”. Apesar de haver ondas o ano inteiro, a melhor época para surfar é entre maio e agosto, período em que as constantes ondulações de inverno quebram perfeitas no litoral da cidade. Normalmente, em julho, acontece a etapa sul-africana do Circuito Mundial de Surf (WCT – em inglês). Patrocinada pela Billabong – líder mundial no segmento de “surfwear” – atrai a elite do surf mundial e com ela milhares de turistas, movimentando a economia local.



    Para os turistas mais corajosos há um passeio imperdível: ficar cara a cara com o mais temido tubarão; o grande tubarão branco, figurinha fácil em toda costa da África do Sul. Entretanto, apesar do temor aparente, esse passeio é seguro. Empresas certificadas pelo governo oferecem esse encontro. O turista é colocado, junto com um mergulhador profissional, naquelas gaiolas anti-tubarão. Nunca houve registro de acidente, mas para tanto, é necessário curso de mergulho e muita, mais muita coragem.




    Todavia, não é apenas no litoral que existem opções para o turista. Em terra firme existem muitos passeios para o visitante, dentre esses, o eco-turismo merece destaque. No continente, com belas paisagens, animais, rios e trilhas, também é possível entrar em contato direto com a natureza. São tantas opções que fica a gosto do turista escolher. Para os que não querem adrenalina, pode ser uma simples trilha pelas praias, já para os radicais pode ser um rappel (com uma vista de tirar o fôlego). Para os moderados é recomendável praticar canoagem pelos rios da região, onde é possível observar a marcante fauna e flora africana. Além desses, não poderia faltar o clássico safári africano, a bordo de jipes 4x4.



    Enfim, se o turista deseja praticar eco-turismo em contato direto com a natureza (na terra ou na água; com ou sem adrenalina), Jeffreys Bay – África do Sul, é o lugar certo.
    por Leandro

    sábado, outubro 08, 2005

     


    As malas e o sotaque diferente os tornam iguais aos demais turistas. Mas a intenção da viagem não é conhecer novas paisagens, culturas ou fazer negócios. Diariamente, crianças e jovens são explorados por estrangeiros e brasileiros que escolhem seu destino de acordo com a possibilidade de satisfação sexual. Não há levantamento preciso sobre o número de vítimas e exploradores, mas geralmente essas pessoas são homens que viajam sozinhos. E quem pesquisa e trabalha no combate a esse tipo crime, como a deputada Maria do Rosário, do PT gaúcho, faz questão de ressaltar que essas viagens não devem ser classificadas como turismo."O Brasil é um dos principais destinos turísticos do mundo, tristemente também para exploração sexual. Precisamos separar esses temas. Turismo é cultura, é paz, cultura e respeito humano. A exploração sexual não devemos nem mais considerar turistas e sim criminosos."A CPI mista que investigou a exploração sexual de crianças e adolescentes identificou casos de exploração no turismo em todo o país, principalmente durante as festas populares, com envolvimento não só de estrangeiros, mas de pessoas de vários estados brasileiros. Mas a deputada Maria do Rosário, que foi a relatora da CPI, teme que a vinda de exploradores estrangeiros para o Brasil se acentue devido à destruição dos países asiáticos após o tsunami, no fim do ano passado, e também a ações governamentais e da sociedade civil desses locais. A Tailândia, estigmatizada como paraíso sexual, é citada pelo coordenador do programa Turismo Sustentável e Infância, do Ministério do Turismo, Sidney Costa, como um país que avaliou o quanto perdeu com essa classificação e agora investe no combate à exploração para se reabilitar como destino turístico."Quando queremos valorizar um destino turístico para as futuras gerações, nós tratamos de preservá-lo. Essa preservação as pessoas associam muito ao meio ambiente. Existe a sustentabilidade ambiental, mas deve existir também a preocupação com o patrimônio, o respeito à diversidade e mais importante do que tudo é a sustentabilidade social, oferecermos também a possibilidade que nossas crianças e adolescentes sejam respeitados"O Centro de Defesa da Criança e do Adolescente da Bahia é uma referência no combate à exploração sexual infanto-juvenil, com campanhas voltadas para o segmento turístico e atendimento psicológico às vítimas, entre outras ações. O coordenador executivo do Cedeca, Valdemar Oliveira, destaca que algumas jovens se envolvem com a prostituição porque sonham encontrar entre os estrangeiros um príncipe encantado que as retire da pobreza em que vivem, mas o jogo da exploração é bem mais cruel e conta com redes bastante organizadas, que se beneficiam da omissão das autoridades."Aqui em Salvador por exemplo, no ano de 2003, nós tivemos apenas um inquérito para investigar a exploração. Sabemos que a exploração continua, quem transita na nossa cidade vê os casos de exploração. Essa impunidade, evidentemente, é um vetor estimulador da prática da exploração sexual"No próximo semestre, em parceria com a Organização Internacional do Trabalho, o Cedeca vai iniciar ações voltadas para o combate ao tráfico humano, crime que muitas vezes tem conexão com a exploração sexual. Relatório produzido pelo Departamento de Estado norte-americano em 2004 estima que 75 mil mulheres e adolescentes brasileiras atuem em redes de prostituição na Europa, muitas delas vítimas de tráfico humano.Firmar parcerias com o setor turístico é uma das estratégias do governo federal para combater o problema. Em dezembro passado, foi lançada a Campanha Nacional de Enfrentamento e Combate à Exploração Sexual e Comercial da Criança e do Adolescente no Turismo. A campanha prevê ações sugeridas pela CPI Mista da Exploração Sexual, como a adoção regionalizada de um Código de Conduta do Turismo, com dicas para que hoteleiros, taxistas e guias possam agir na prevenção e identificação de casos de exploração sexual infanto-juvenil. Até agora, apenas a cidade de Natal criou esse código, que já teve a adesão espontânea de 97 empresas. No último mês, o Ministério assinou um acordo com a principal central sindical da Itália, que garante aos trabalhadores filiados o direito de usar o vale-férias previsto no acordo coletivo em viagens para o Nordeste brasileiro, desde que venham acompanhados de suas famílias. Além de coibir o chamado turismo sexual, a iniciativa deve quadruplicar os recursos deixados pelos visitantes no país.
    De Brasília,Mônica Montenegro.

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